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Prêmio de Inovação do Grupo Fleury (PIF)

A quarta edição do Prêmio de Inovação do Grupo Fleury (PIF) teve como maior destaque o artigo científico de Carolina Moretto Carnielli, entre outros autores, do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio-CNPEM), sobre busca de assinaturas de prognóstico em câncer de boca, utilizando técnicas proteômicas – ciência da biotecnologia que analisa proteínas em amostras biológicas. O trabalho foi duplamente eleito na categoria “Artigo” pelos júris técnico e popular.

“O estudo descobriu uma assinatura de prognóstico para câncer de boca, por meio de exames clínicos e de imagens, que apresenta um grande potencial de orientar os profissionais da saúde a superarem as limitações do prognóstico realizado atualmente, assim como permite guiar as estratégias de tratamento personalizadas para pacientes com câncer de boca e, com isso, reduzir recorrências e metástases cervicais do câncer”, explica Carolina.

O trabalho premiado na categoria ‘Patente’ pelo júri técnico foi o método de identificação de biomarcadores para doenças mentais graves, por ressonância magnética nuclear e quimiometria, apresentado por Mirian Hayashi, integrante da equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que estudam o método. Segundo a pesquisadora, até hoje não existe nenhum teste para a identificação de transtornos mentais aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou pelo FDA (órgão correlato nos EUA).

“Empregamos uma metodologia baseada na análise do sangue de compostos resultantes de um conjunto de reações enzimáticas, que permitem diferenciar indivíduos mentalmente saudáveis de portadores de transtornos. Essa metodologia tem o potencial de emprego como biomarcadores para o diagnóstico destes transtornos e também tem sido utilizada para o entendimento da neurobiologia envolvida nestas doenças, que estão sendo estudadas pela equipe”, explica Mirian.

Enquanto isso, o júri popular escolheu na categoria “Patente” uma iniciativa que versa sobre a bioinformática aplicada ao diagnóstico, utilizando técnicas proteômicas, apresentada por um de seus inventores, Paulo Costa Carvalho, da Fiocruz Paraná. No momento atual do estudo, os pesquisadores estão utilizando a metodologia no diagnóstico de bactérias resistentes em colaboração com o Instituto Pasteur de Paris (França).

“Metodologias proteômicas são capazes de identificar e quantificar proteínas em larga escala. Por isso, atualmente, é inconcebível analisar qualquer processo biológico sem considerá-las. Nossa invenção tem como objetivo estabelecer uma nova metodologia de diagnóstico, utilizando a proteômica associada à inteligência artificial e à bioinformática”, explica Paulo.

Regulamento

Os vencedores de ambas as categorias eleitas pelo júri técnico receberam prêmio de R$ 5 mil Já os eleitos por voto popular nas categorias “Artigo” e “Patente” receberam troféus em suas categorias.

Neste ano, com apoio da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), o objetivo foi reconhecer trabalhos inovadores e dar destaque à pesquisa translacional, que começa na ciência básica e resulta na aplicação prática do conhecimento. De acordo com a gerente senior de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Fleury, Ana Cláudia Rasera, a empresa reafirma o compromisso com a inovação. “Essa forte interação entre os centros de pesquisa permitirá trazer ainda mais inovação para novos produtos e serviços, além de estreitar o relacionamento do Fleury com as universidades”, finaliza.




SAIBA MAIS SOBRE O PIF

O Prêmio de Inovação do Grupo Fleury (PIF) nasceu em 2015, com o objetivo de reconhecer e divulgar projetos altamente inovadores oriundos da pesquisa nacional, com foco na área da saúde. Na sua primeira edição, graduandos, mestrandos, doutorandos, pós doutorandos e pesquisadores de startups apresentaram seus trabalhos a uma banca de renomados pesquisadores brasileiros. O grande vencedor dessa 1ª edição foi Allan Kardec N. Alencar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o trabalho “Desenvolvimento de novos agonistas de receptores de adenosina A2A para a reversão do remodelamento cardíaco e vascular em ratos com hipertensão pulmonar”.

Na evolução da identidade do PIF, o segundo ano foi dedicado a trabalhos com potencial para pesquisa translacional. Mestrandos, doutorandos, pós doutorandos e pesquisadores de startups defenderam seus “potenciais produtos” para uma banca composta por pesquisadores e membros do ecossistema de inovação brasileiro.

O PIF 2016 teve como maior destaque o trabalho de Dorival Mendes Rodrigues Junior, da Universidade Federal de São Paulo, sobre ”Marcador molecular de resistência à quimioradioterapia”. Ao todo, foram 85 trabalhos inscritos e, destes, 18 foram selecionados. Sete finalistas participaram da apresentação oral para se chegar ao grande vencedor, além dos dois pesquisadores que receberam menção honrosa.

A iniciativa de valorização do conhecimento acadêmico é um dos pilares do estímulo à inovação do Grupo Fleury. De acordo com Jeane Tsutsui, diretora executiva médica e técnica, em 2016, no ano que completa 90 anos, a Companhia reafirma o compromisso com a inovação por meio do II Prêmio de Inovação em saúde. “Essa interação forte entre os centros de pesquisa trará inovação em novos produtos e serviços, além de estreitar ainda mais o relacionamento da Empresa com as Universidades”, completa.

Já parte da essência do PIF, uma Vivência em Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Fleury é oferecida aos vencedores, com o intuito de promover a interação entre nossa equipe e os pesquisadores. “Nesta imersão, os jovens cientistas poderão ver como a pesquisa acadêmica pode ser aplicada em uma empresa, assim como terão a chance de trazer insights importantes para a equipe de P&D”, explica Jeane.

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